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São Bernardo do Campo, 04 de Setembro de 2007

 

Para Adriana Bartkevicius

 

Uma Escola

 

Eu tenho muitas coisas pra te contar. A melhor delas é que eu já sei me virar melhor sozinha, no entanto, às vezes, sinto vontade de conversar com alguém que é capaz de me fazer entender.

Neste sábado, como você já sabe, eu desmarquei a consulta porque tive a oportunidade de conhecer um assentamento do Movimento dos Sem Terra de perto.

Foi uma experiência maravilhosa. Antes de chegarmos a Tremembé, cidade onde se encontravam as 50 famílias que conquistaram suas terras, nós paramos em Guararema para conhecer uma das escolas do MST.

Eu me interesso um pouco por arquitetura, eu não sei se já te contei sobre como eu me senti quando fui fazer um trabalho de fotografia na Catedral da Sé, um templo lindo, onde é impossível desacreditar em Deus.

Mas, voltando à Escola Florestan Fernandes, pois este é o nome, fiquei extasiada em ver algo tão bonito, feito com tijolos vermelhos, salas brancas e amplas, janelas largas e altas que nos permitiam ver os morros verdes no horizonte. Eu gostaria de poder descrever bem aquilo que vi. Uma escola organizada, conservada, um prédio com uma arquitetura linda, flores, reprodução de obras de arte nos corredores.

Logo quando eu cheguei lá, percebi que em uma das salas estavam o professor e os alunos. É claro que eu me senti atraída e entrei para escutar um pouco da aula e, quem sabe, sair de Guararema tendo aprendido mais alguma coisa.

Na parede, de frente, entre a lousa e a janela (com vista para aqueles morros verdes), tinha um cartaz, acompanhado da foto do autor já de idade, que dizia:

 

“A grandeza de um homem se define por sua imaginação, e sem uma educação de 1ª qualidade, a imaginação é pobre e incapaz de dar ao homem instrumentos para transformar”

Florestan Fernandes

 

Demais, não acha?

O professor estava dando uma aula que discutia o que é Método. Até onde eu entendi, e que pude escutar da aula, o método é uma teoria do conhecimento. A partir de um método bem definido, podemos desenvolver ações repetidas e que sempre terão, de certa forma, o fim esperado. Pelo menos é para isso que existem metodologias, não é?

Pra construir uma ponte ou fazer um bolo sempre existe métodos, receitas, enfim, maneiras de realizar a ação já pré estabelecida por alguém que fez e viu que deu certo. Se o método não for bem definido ou mal interpretado, dificilmente o bolo sai e a ponTe se ergue.

Sabe Adriana, pensando tudo isso, agora percebo como é importante respeitar algumas leis.

Mas, não é sobre isso que eu quero escrever. O que pretendo nesta carta é levantar algumas questões que não saem da minha cabeça.

Por que ninguém mostra esse lado do MST na mídia? Você já ouviu falar dessa escola? Adriana, já leu alguma matéria em que algum pequeno agricultor do MST foi entrevistado?

Já se perguntou por que quando a televisão divulga que um grupo de sem terras acampam em um terreno improdutivo, os repórteres dizem que aquelas pessoas invadiram? Sabe o que eu não entendo? É que, desde o inicio da faculdade, nos ensinaram que em uma boa matéria os dois lados, ou mais, envolvidos devem contar sua versão do fato. Mas eu nunca vi, li e escutei uma reportagem feita desta forma quando se trata do MST e de outros movimentos sociais formados pela população das classes menos favorecidas. É legal lembrar também que pela Constituição Federal todo brasileiro tem direito a moradia, educação, saúde e condições de trabalho dignas, e ‘eles’ sempre se esquecem de tocar neste assunto.

Bom, Adriana, era só sobre isso que eu queria te contar, e acabei aproveitando pra desabafar também.

Espero que a gente se veja logo!

 

Lilian Milena S. Penha

     

 



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 00h51
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 Evolução: Que seja da consciência! 

 

Desvios de caráter são da natureza do homem?

Alguns podem chamar certas atitudes de “Lei da Sobrevivência”, mas o esforço para ter mais do que o necessário para sobreviver só pode ser maléfico para toda uma sociedade.

 

A minha imagem dos políticos brasileiros nunca foi muito boa. O primeiro presidente que conheci, quando me dei por gente, foi Fernando Collor, com toda aquela trajetória comovente capaz de fazer qualquer um ter vergonha da própria pátria. Desde então o que mais me chamava atenção nos noticiários eram os escândalos de corrupção e as promessas, muitas vezes não cumpridas.

 

Aprendi então, que nossos “líderes” nunca pretenderam mudar profundamente o estado da nação, mas prorrogar discussões importantes para os mais pobres, enquanto adiantavam aumentos de salários.

 

Caramba! Como um país tão grande, capaz de fornecer energia de tantas fontes renováveis, com tanta mão de obra, tanto potencial, não dá certo? Por que tantos desempregados, tatos analfabetos (incluindo aqueles que não são capazes de interpretar um texto), tantas escolas mal estruturadas?

Tudo seria mais fácil se os líderes atendessem de forma democrática seus eleitores.

 

Também não quero questionar somente a falta de ação de nossos amados senadores, prefeitos, governadores...

Tenho me preocupado com o consumo desenfreado que está causando a destruição do nosso planeta.  Tudo indica que para sermos felizes, precisamos ter. Acaba sendo natural pensar dessa forma. Gostaria de ter a oportunidade de conversar com Darwin para perguntar se isso faz parte da evolução. Porque se a resposta for sim, sinto informar que muitos cientistas acreditam que essa pulsão dentro do homem causará o fim de todas as espécies.

Mas tudo bem, para alguns que acreditam que nós seremos capazes de superar os desastres impostos pela natureza em resposta à exploração intensa.

Na verdade já foram inventadas diversas tecnologias para uma produção sustentável de alimentos e energia na Terra. Isso diminuiria o consumo de combustíveis fósseis, conseqüentemente o aquecimento global seria freado e todos nós poderíamos esperar um futuro feliz, não sei se para sempre.

 

Então, por que os governos não investem nessas tecnologias? Por que não investe muito, e em mais estudos também? 

 

Se pensarmos que a energia do Sol vem de graça, que não seria possível cobrar impostos na utilização dela, já começaremos a entender o principio dessa resistência a qualquer mudança no modo de produção.  



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 00h58
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The Secret – O Segredo X O Paraíso são os Outros

 

 

Qual é o segredo que pode nos levar à felicidade?

 

Em todos os lugares em que eu vou, vejo e ouço falarem sobre esse livro.

Por incrível que pareça, em casa, lá estava ele. Esperando para acabar com a minha curiosidade. O que pode ter de tão especial, capaz de acabar com as dúvidas sobre os nossos sofrimentos, dentro de um livro com pouco mais de 180 páginas? Se é assim, tão fácil, por que não nos foi revelado antes?

 

Basicamente o que o livro diz, pelo menos até a página 48, é que nós temos controle sobre tudo o que acontece em nossas vidas. Sejam coisas boas ou ruins.

 

O pensamento é a chave de tudo. Se penso coisas “positivas”, situações positivas passam a acompanhar o meu caminho.

Antes de questionar se isso é verdade, como eu sempre faço, decidi exercitar minha mente, e colocar em prática o que os especialistas, indicados no livro, pedem.

 

Até agora parece divertido imaginar somente coisas boas acontecendo na minha vida.

A minha maior preocupação, no entanto, é me tornar uma pessoa egocêntrica, incapaz de me sensibilizar com a dor do próximo.

 

Emmanuel Lévinas (1906-1995), foi um filósofo que defendeu que no próximo, na visão que temos do outro, é onde podemos encontrar nosso paraíso. Sartre (1905-1980) disse que só seremos totalmente livres quando toda a humanidade também tiver o direito de realizar o que bem entender sem que para isso tenha que prejudicar outro ser.

 

Coloco isso porque tem horas em que concordo com eles. Podemos nos sentar felizes no sofá ao imaginar que outros passam fome? Podemos ser felizes em imaginar que não faço p. nenhuma pra mudar isso?

 

A responsabilidade que coloco sobre meus ombros por aquilo que outros passam acaba com qualquer tentativa de ser feliz. Mas quando eu tenho em mente que cada um é responsável apenas por si, então posso conseguir ter calma e ânimo, ser capaz de me sentir bem.

 

Minha dúvida final:

O que é certo? Já me disseram várias vezes, que só podemos ajudar ao mundo quando estivermos bem conosco, dentro de nossas casas. Mas como eu posso ficar bem, inclusive dentro de mim, se o outro não está bem, se nele eu me vejo?



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 19h07
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“Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada, iê, iê...”  

 

A guerra dos Seis Dias completou 40 anos, e até agora o Estado de Israel não devolveu nada!

 

Quer dizer, não é bem assim...

Em 1979 um acordo entre o primeiro-ministro de Israel, Manehem Begin, e o presidente egípcio Anuar Saadat, em Camp David, selou a devolução do deserto do Sinai.

 

História...

 

A guerra dos Seis Dias aconteceu em 1967, entre 5 e 10 de junho. O exército de Israel iniciou um ataque surpresa, às 8 horas da manhã do dia 5, à Frente Árabe, formada por Egito, Jordânia e Síria. O interessante dessa história é que em apenas seis dias Israel venceu a Frente e ocupou os territórios palestinos na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza, o deserto egípcio do Sinai e as colinas sírias do Golã.

 

Naquela época o governo israelense era administrado pelo Partido Trabalhador (o Kadima), que tinha a intenção de usar a devolução dos territórios ocupados em troca de um acordo de Paz em que os países árabes aceitassem o Estado de Israel.

 

Em 1979, a assinatura do acordo entre o Egito e Israel foi muito criticada pela Síria e Jordânia. A Frente Árabe se formou para forçar a criação de um Estado Palestino, no entanto a assinatura de um documento reconhecendo Israel, sem a presença dos outros dois países foi entendida pela Liga como um atraso na construção de um novo Estado Árabe.

 

Os territórios que Israel tomou, foram colonizados, e Jerusalém Oriental e as colinas do Golã foram anexadas por meio de um estatuto aprovado no país. Atualmente 450 mil israelenses moram nas regiões ocupadas desde 1967. Enquanto isso, os palestinos ainda reivindicam um Estado próprio.

“Os 8 mil colonos israelenses que moravam em assentamentos na Faixa de Gaza foram retirados em 2005, porém Israel continua controlando totalmente essa região.

Todas as entradas e saídas de pessoas e mercadorias da Faixa de Gaza são controladas por Israel, assim como o espaço aéreo e marítimo.

Os quase 4 milhões de palestinos da Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza vivem sob ocupação militar há quatro décadas.

O sonho de um Estado Palestino independente e viável não se concretizou, e não há sinais de que a criação desse Estado esteja se aproximando”.  

Guida Flint – São Paulo – BBC Brasil 04/06/07 – Ocupação israelense completa 40 anos sem solução.



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 17h59
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Tudo novo denovo

 Aí que preguiça...

Não tenho muita certeza de nada, e a respeito disso fiquei pensando ultimamente. Parece que sou feliz assim, mesmo que em outros momentos isso me deixe infeliz.

Texto jornalístico esquece! Hoje não fiquei a fim de apurar nada e nem de opinar sobre o que a mídia anda despejando ultimamente. Mas como eu não sou muito de me agüentar alguma coisa vai acabar saindo daqui a pouco.

 

 

 

 



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 01h04
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Embriagues

 

Minha vida em pedaços grandes
Em curso da onde partiu,
Que eu não sei,
Muito menos sei aonde isso vai dar...
 
Descubro em cada instante que a desgraça do outro
É minha também.
 
A discórdia me corrompe,
E os céus não desabam,
E eu caminho pronta para parar.
 
Duvidas não,
É seqüestro de consciência,
Movimento sem destino.
 
Minha vida?
Sobra discórdia num poço profundo de
Incertezas em minha existência.
 
Mas eu estou estupidamente feliz, mesmo assim...
Mesmo assim, estupidamente feliz!



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 17h03
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Ecologia/Política

* Nota*  

 

Já faz algum tempo que eu publiquei aqui no Hoje em Dia uma matéria a respeito da utilização do Gás Natural como alternativa aos combustíveis menos agressivos à atmosfera.

No texto eu descrevi que segundo especialistas o Gás Natural é menos poluente do que o álcool combustível.

Na verdade essa informação deveria ser complementada, pois apesar do Gás natural emitir menos CO2 ao ser queimado do que o álcool, de qualquer forma a utilização dele irá prejudicar mais ao planeta.

A queima da cana-de-açúcar, ou do álcool produzido a partir dela, emitirá sim mais CO2 do que o Gás Natural, porém durante o crescimento da safra seguinte o CO2 livre na atmosfera será resgatado restabelecendo o equilíbrio entre a emissão e captura através da fotossíntese.

 

Exportação do Etanol - I

 

A substituição do petróleo pelo álcool promete aumentar nos próximos anos. Mas será que esse processo ajudará na diminuição do aquecimento global e na economia brasileira?

 

Mesmo com tantos cientistas alertando, não é perceptível nenhuma alteração significativa na sociedade como um todo. Mas os governos dos países da União Européia e dos Estados Unidos já estão implantando processos de substituição da gasolina pelo álcool, não totalmente, mas em porcentagens que ajudem a frear o aquecimento global nos próximos anos e, no caso dos Estados Unidos em especial, a dependência do petróleo de países hostis a sua política.

 

Para que na frota automotiva mundial o petróleo seja substituído por completo pelo álcool, teríamos que produzir cerca de 2,1 trilhões de litros ao ano, ou seja, 125 vezes o que o Brasil produz atualmente.

 

Sabe-se que a cada litro de álcool a ser produzido, são necessários 30 litros de água.

 

Clima, grande reservatório de água, tecnologia e espaço. O Brasil já tem as condições ideais para se tornar um dos maiores fornecedores de biocombustível no mundo.

 

No entanto especialistas alertam que a meta de alcançar sempre um alto superávit primário não é saída para o país alcançar o tão sonhado desenvolvimento economico e social.

 

Segundo o jornalista e escritor uruguaiano, Raúl Zibechi, a região da América Latina está deixando de investir no setor mais importante que é o de tecnologia e por conta disso continuará dependente de outras economias mais fortes. No seu texto intitulado “A segunda onda neoliberal”, ele escreve:

 

“Mais recentemente vemos alguns países líderes como o Brasil se oferecendo para ser grandes exportadores de biocombustíveis. Trata-se de uma reprimarização das exportações após uma crise que deixou o aparato industrial da região desmoronado e vulnerável.

A região, em seu conjunto, tende a converter-se em provedora de commodities ao mundo desenvolvido, tanto aos Estados Unidos e Europa, quanto aos países asiáticos emergentes.”

 

Não só o governo Lula no Brasil está investindo no plantio de fontes energéticas, Néstor Kirchner na Argentina e Tabaré Vázques no Uruguai também estão aumentando os cultivos de transgênicos e instalando fábricas de celulose que podem fornecer biocombustíveis.

 

Não é por acaso que a comitiva de Bush visitou a estes dois países também.

 

Continua...



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 18h20
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Existimos

“O homem, imerso no mistério do real, vive a necessidade de encontrar uma razão de ser para o mundo que o cerca e para os enigmas de sua existência”.

Gerd A. Bornhein

 

Perguntas

 

Novamente eu vou começar tendo crises existenciais?

Mas por acaso não nos disseram que isso é normal até certa idade?

Eu já tenho mais de 20 anos!

E esse pensamento ainda me tortura.

Ou será que para o resto da minha vida terei de conviver com esse enigma?

Antes louca do que bem acomodada.

 

Começo dessa forma por ter dúvidas quanto ao jornalismo. A escolha dessa profissão veio carregada de idealismo, digo idealismo no sentido de algo justo para se lutar. Cheguei até aqui para falar pelo povo, talvez acordar alguns alienados, crescer junto com cada informação que tiver o dever de repassar para a sociedade.

 

Nós, Eu, Vocês, Quem?

 

“Por ter descoberto o mundo através da linguagem tomei durante muito tempo a linguagem pelo mundo. Existir era possuir uma marca registrada, alguma porta nas tábuas infinitas do verbo, gravar nelas seres novos – foi a minha mais tenaz ilusão - , colher as coisas vivas nas armadilhas das frases”.

 

Sartre.

 

E eu vejo hoje que quase tudo é comércio. Quantas verdades são escondidas todos os dias em nome de depósitos em contas correntes?

 

Em menos de dois anos ocorreram dez acidentes de alta gravidade durante a construção da linha A amarela do metrô de São Paulo. O Sindicato dos Metroviários já havia pedido ao Ministério Público um processo de investigação que desde novembro passado está em andamento. Já existiam diversas denúncias dos profissionais que trabalham no local da falta de segurança e demasiada economia dos matérias durante as obras, no entanto, o governo de São Paulo em nome de um contrato de investimentos do Banco Mundial (Bird) e do Japan Bank International Cooperation (JBIC), quis deixar permanente o trabalho das empresas terceirizadas, afinal tempo é dinheiro.

 

Logo após a abertura da cratera de 80 metros de diâmetro e 40 metros de profundidade que tirou 7 vidas, todas as informações a respeito dos contratos e da economia na obra foram jogadas pra debaixo do tapete e a grande mídia, mais uma vez, mostra de qual lado está.

 

O que nós podemos fazer quanto a isso?

Que tal não aceitar todas as reportagens que te esfregam sem antes recorrer, na medida do tempo, a outros meios de comunicação?

 

Eu sei que é mentira. Eu sei que é mentira quando acreditamos porque queremos acreditar.

 

Opções:

observatorio.ultimosegundo.ig.com.br

agenciacartamaior.uol.com.br



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 18h24
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Bravo!

 

Um brinde a indiferença!          
Saudemos a falta de amor.
Um brinde ao egoísmo, à morte dos inocentes,
À patifaria dos políticos.
Um brinde à dor!
Para a valsa das CPIs demos graças, à desigualdade social, ao mar da ignorância também,
Que tudo termine em Pizza!
Um brinde às doenças incuráveis como a AIDS e a podridão dos espíritos humanos.
Saúde à falta de vontade, continue a não fazer nada.
Parabenizemos aos casos perdidos, às demências, aos infelizes, ao desemprego, à falta de coragem.
Um brinde à miséria, ao caos desses dias que fingimos serem belos, à mentira das novelas, aos telejornais enfeitados.
Admiremos a esperteza da máquina política que de pública não tem nada.
O que dizer então do trabalho compulsório que insiste em estar até os dias de hoje?
Que se faça festas às custas da morte de cifras que alimentarão nossos luxos medíocres.
Um brinde à maldade, à inveja, ao próximo, ao cinismo, ao incrédulo, a quem prefere ao espelho, aos torturadores, aos psicopatas soltos, aos corpos debaixo desse chão que nunca serão encontrados.
Um brinde ao Brasil, ao bestificado brasileiro.
Não desistamos de cantar! Um brinde às máscaras de carnaval, às vendas que cobrem nossos olhos.
Mais ainda, saudemos àqueles que vêem e preferem fingir que nada enxergam, esses merecem todo nosso apreço.
Um brinde às crianças desnutridas que morrerão antes dos cinco anos.
Um brinde à omissão nossa de cada dia, graças demos à covardia.

Amém!



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 20h25
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Opinião

Porque apóio as Cotas

Não dá pra fingir que hoje somos tratados da mesma forma

 

 

Quando estava estudando no cursinho, acreditava que o vestibular não era um sistema que segrega, mas uma maneira de medir quando o cara está apto para ingressar na universidade. O problema fica pra quem não estudou o suficiente certo? Claro que não sua tonta!

 

Os jovens que conseguem vagas nas melhores universidades do país são aqueles que sempre tiveram recursos para investir em conhecimento, algo que deveria ser de livre acesso a todos. As escolas públicas não oferecem bases nem para os professores, muito menos para os alunos. Conseqüentemente as vagas em faculdades públicas ficam garantidas para as elites. Quem não teve estrutura para passar em uma universidade não paga, se quiser continuar os estudos terá que pagar para se profissionalizar e mais uma vez muitos brasileiros encontrarão barreiras.

 

Agora, voltando para a questão étnica, a maior parte dos negros esta nas classes menos privilegiadas, alguns podem sugerir que cedendo cotas que levem em consideração a renda familiar, o negro será, dessa forma, também beneficiado, então necessariamente não precisamos criar cotas para negros e afrodescendentes, mas cotas econômico-sociais.

 

Depois de chegar a essa conclusão, pensei que estivesse livre, só que mais uma vez o assunto apareceu na minha frente, como para mostrar que eu não estava tão certa quanto imaginava.

 

Segue o raciocínio que me fizeram ter:

 

O Brasil foi o último país a abolir a escravidão, isso aconteceu em 1888, ou seja, a um pouco mais de 110 anos, a pouquíssimas gerações!

Mesmo com o término do sistema escravista, os negros nunca tiveram a possibilidade de ascender socialmente, isso porque nunca houve políticas próprias de empregabilidade e educação. Entendam que isso é questão de cultura! Eu tenho medo de não conseguir me expressar direito, mas os poucos negros que tiveram a oportunidade de crescer financeiramente são aqueles que fizeram sucesso no campo de entretenimento. Jovens necessitam de exemplos e no meio acadêmico foram poucos os exemplos que os negros tiveram.

 

Como quebrar um ciclo vicioso, um do pensamento do branco que crê que o negro, ou nordestino, seja lá quem for, não tem a mesma capacidade intelectual que ele, e outro pensamento que parte do próprio negro imaginando que existem certos locais que não são para ele já que a presença da sua cor é quase nula?

 

Pode parecer que idéia de cotas sejam mal fundamentadas, mas após as décadas de 60 o governo dos Estados Unidos, através de medidas que obrigam universidades e empresas a selecionarem parte das vagas para negros, conseguiu diminuir significativamente a visão distorcida da sociedade quanto à importância do negro, e fez com que grande parte dessa etnia aumentasse seu poder aquisitivo. É hipocrisia dizer que lá o racismo foi extinto, mas a valorização da cultura nos meios de comunicação é outra comparada ao nosso caso onde o negro, na maior parte das situações, é retratado em segundo plano, nunca como dono de uma empresa (salvo quando é caso de herança).

 

O sistema de cotas, aqui no Brasil, servirá como medida “emergencial” (detesto esse termo, mas agora não penso em outro).

Se formos pensar em uma reforma descente na educação, acho que é melhor esperar... é, bem, não custa sonhar.

 

Faculdades que possuem sistemas de cotas admitiram que esses alunos estão na média dos não cotistas, e o abandono do curso é difícil de acontecer.

 

Mesmo assim, se me dissessem que a cada 10 alunos que ganham bolsas apenas 1 termina a faculdade, continuaria apoiando o sistema, mesmo porque não temos de nos apegar em números, mas sim na idéia que uma pessoa teve a oportunidade e soube aproveitar, o que de qualquer forma contribui para melhorar a qualidade de vida das nossas pessoas.

 



- Postado por: Lilian Milena Souza Penha às 19h20
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Igualdade de Direitos

Consciência Negra na Universidade Metodista

Faculdade lança espaço para discussão da cultura africana e afrobrasileira

 

 

Com a intenção de aumentar o conhecimento da cultura africana no espaço acadêmico e na sociedade, no dia 19 de março, a Universidade Metodista de São Paulo inaugurou o Espaço Consciência Negra.

 

A iniciativa veio por parte das coordenadoras Lucília Pinheiros Lopes, responsável pelo Núcleo de Formação Cidadã, Claudia Cesar, do Núcleo de Artes e do Pastor Luiz Eduardo Prates da Silva, coordenador da Pastoral Universitária.

 

O Pastor Luiz abriu a apresentação citando: “Destaque não pode haver, nem judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”, passagem bíblica encontra em Gálatas 3 versículo 28, e concluiu: “Hoje em dia a ciência e a biologia já esta entendendo que a raça humana é uma só e sua origem foi na áfrica. Na realidade nós sabemos que existem diferenças e que as diferenças geram desigualdades, que as diferenças são naturais, as desigualdades são culturais. Já se falou muito no Brasil, em democracia, uma idéia para escamotear a pressões sofridas pelos nossos irmãos.”

 

Esteve presente também o vice-reitor da Universidade Metodista Clovis Pinto de Castro, ele saudou a iniciativa pela democratização do espaço acadêmico. “Nós não podemos pensar em universidade sem tocar no assunto inclusão, trabalho neste local à quase 26 anos, e antigamente era muito raro encontrar um negro, com os projetos de cotas nós aumentamos significativamente o quadro dentro da instituição”, afirma.

 

Hoje, os negros no Brasil recebem 50% a menos que os brancos. Estão entre os que menos recebem educação de qualidade, por conta desses fatores os negros representam 77% dos 10% mais pobres no país. Movimentos de ações afirmativas acreditam que o governo deve criar mecanismos de inserção do negro na sociedade como já foi feito nos Estados Unidos com sucesso na diminuição do preconceito étnico e aumento do desenvolvimento da população negra.

 

Claudia Cesar, espera que o núcleo seja um local para discussão de ações afirmativas que garantam a mudança da visão de muitos alunos quanto a diferenças étnicas. “Esse será um espaço de diálogo e não físico, a idéia nasceu em 2006, quando passamos para os alunos que assistiam a matérias eletivas o filme ‘Vista a minha Pele’, e percebemos que o impacto foi grande”.

 

A principal idéia do Espaço Consciência Negra é criar grupos de trabalho que promovam a inclusão social do negro, que aumente a divulgação da cultura negra e a importância das raízes na história do Brasil. Os participantes discutiram que é inevitável levar em consideração a interpretação mal feita na sociedade pelos costumes e religiões africanas, e que isso se reflete no tratamento dado ao negro em nosso país.

 

 

 

 



- Postado por: lilian.milena às 20h48
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Sociedade

Brasil Afirmativo

Por um país justo e sem racismo

 

Dia 17/03, conheci o Movimento Brasil Afirmativo, que foi criado para combater o racismo velado do país. 

 

Os representantes do movimento se reuniram no Núcleo de Consciência Negra da USP, para definir a agenda do ano de 2007. A luta para que o 13 de maio volte a ser considerado feriado nacional é uma das reivindicações, para que o fim do escravismo no Brasil seja festejado pelo término de um holocausto sendo também retratado de maneira diferente do que conhecemos nos livros de história.

 

Segundo artigo publicado pelo professor Titular da Universidade do Ceará, Henrique Cunha Jr, os negros escravizados são tratados nos livros como um ser não pensante, sujeito as condições sociais que lhes eram impostas sem resistência:

“Mesmo sob as pressões do clima de terror constante, os africanos e afrodescendentes sempre realizaram lutas contra o sistema.”, o professor de história também comenta verdades nunca esclarecidas: “Entre os séculos 12 e 16, muitas das nações africanas eram mais desenvolvidas cultural e comercialmente que os europeus’”.

 

Nós fomos educados para aceitar o escravismo como algo sendo “necessário” para o desenvolvimento dos países e principalmente para os povos africanos, supostamente “salvos” de suas culturas.

O europeu traficante de seres humanos, ganha aura de guerreiro descobridor de novos mundos e aquele que trouxe “cultura” a povos “necessitados”. 

Henrique Cunha Jr crê que essa maneira de representar a história leva os estudantes negros a se sentirem constrangidos e dá respaldo a brincadeiras racistas.

 

Já escutei pessoas próximas afirmando que um negro é mais propenso a ser bandido. Só que essas pessoas, cheia de ignorância, se esquecem de ver que é obvio a recusa dos governos em dar assistência a etnias que sempre foram marginalizadas, e portanto sempre tiveram menos acesso á educação e outras garantias básicas que um ser humano tem direito.

 

Hoje, os negros no Brasil recebem 50% a menos que os brancos. Estão entre os que menos recebem educação de qualidade. As gestantes negras têm menos cuidados médicos que as brancas, recebem menos anestesia e menos explicações sobre os cuidados com o recém nascido, esse é o resultado de um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro.

 

Outra reivindicação do Movimento Brasil Afirmativo é a respeito do sistema de cotas nas universidades, capaz de dar a chance de jovens negros ingressarem nas Universidades. 

A fim de pesquisar o ponto de vista de algumas pessoas a respeito da existência do racismo no Brasil e se há a aprovação do sistema de cotas, enviei e-mails para alguns conhecidos, surpreendentemente quase todos crêem que a separação de cotas nas universidades para estudantes negros de baixa renda é considerado um ato de segregação e de subestimação.

 

Os defensores de Cotas nas universidades no governo e nos movimentos sociais enxergam como oportunidade do país pagar parte de sua dívida com a comunidade afrodescendente. Estudo feito em 2003 prova que entre os cotistas a maior parte se mostrou com rendimento semelhante aos não-cotistas em sala de aula e a evasão escolar entre os negros foi inferior do que alguns previam. Os alunos beneficiados muitas vezes são os primeiros da família a ingressarem nas Universidades, por isso se sentem orgulhosos e exemplos para os mais novos.

 

Veja: www.afropress.com

 



- Postado por: lilian.milena às 17h42
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Ser, se não...

O que seus olhos estão dizendo, fica difícil de descobrir
Mas há tempo que não mais me importo,
Porém eu preciso.

São poucas as tentativas, para quem discursou tão profundamente sobre a coragem,
Mas nem me espanta mais, já não me cabe querer mudar o que nunca foi de mim.

Porém eu necessito.
Comparo isso a um vício, a uma jaula onde dentro, estou e com as chaves em minhas mãos.
Por que não escapo?
Por que eu quero ficar?

O amor é estranho, como estranho é apreciar a morte.

Como estranho é amar a guerra,
Como estranho é ser...

Ser...
Dizem que ser é simplesmente estar, que estar é simplesmente existir,
Que existir é simplesmente respirar, e respirar é simplesmente encher e esvaziar os pulmões.

De maneira simplificada posso até concordar, pois ser é tão maior quanto o tamanho da dúvida que temos quanto à finalidade do nosso nascimento.

Nasço para amar ou para guerrear?

Vamos festejar quando nossos filhos nascerem?
Vamos festejar quando aquela voz nos perguntar?

Porém eu necessito do quê?
Que amar seja a guerra, que a derrota não seja eterna?

 

 

 



- Postado por: lilian.milena às 18h16
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Chega a comitiva do presidente dos EUA, Baby Bush.

Os interesses são políticos, diplomáticos, etc...

Uma das pautas do encontro irá se referir à importação do álcool brasileiro para abastecimento das indústrias e carros estadunidenses, mas o governo norte-americano deixou bem claro que o encontro não significará contrato feito (os EUA já produzem álcool, porém o produto é extraído do milho e seu custo é mais elevado que o nosso da cana-de-açúcar). 

Os interesses desse encontro não são apenas no âmbito ambiental, mas, sobretudo econômico, atualmente cresce a necessidade de se livrar da dependência do petróleo, os maiores exportadores do combustível, na maioria países árabes, são acusados de serem colaboradores de grupos hostis ao governo Bush. Além disso, existe a Venezuela, segunda maior exportadora de petróleo para os EUA e presidida por Hugo Chávez declaradamente socialista.

Agora, mudando um pouco a maneira de se fazer esta matéria, o que um brasileiro espera desse encontro? Qual é a visão que temos da soberania do nosso país frente às decisões realizadas junto a USA?

Nesse exato momento, enquanto eu escrevo a polícia está em confronto com manifestantes contra a vinda de George W. Bush.

A música não sai da minha cabeça:

“Declare guerra a quem finge te amar! Declare guerra! A vida anda ruim na aldeia. Deixa de passar a mão na cabeça de quem te sacanea”.

(Barão Vermelho – Declare Gerra)

 



- Postado por: lilian.milena às 19h07
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“Hoje, a natureza tende a confundir-se sempre mais com o objeto das ciências da natureza, com algo que pode ser dominado pelo homem, que pode ser posto a seu  serviço e canalizado em termos de técnica. Desta forma, a natureza transforma-se em expressão da vontade de poder”.

Gerd A. Bornheim

 

O Efeito Estufa

Ambientalistas discutem o aumento da temperatura no planeta, mas como se forma o fenômeno responsável pelo aquecimento?

 

 

O Efeito Estufa é provocado pela quantidade de gases, como o dióxido de carbono (CO2), livres na atmosfera.

Os raios solares que incidem sobre a Terra durante o dia, quando refletidos de volta para o espaço encontram essa camada de gases que permite que a reflexão ocorra mais vezes tornando a dissipação do calor para o espaço lenta. É por esse motivo que durante a noite a temperatura da Terra não cai bruscamente. Sem o Efeito Estufa nosso planeta viveria coberto de gelo, pois a camada de ozônio (O3) permitiria parte da entrada dos raios, mas esses seriam refletidos rapidamente para fora do planeta não tendo tempo de aquecê-lo.

 

O que acontece quando a quantidade de CO2 é excessiva?

“Os raios ficam refletindo como se tivesse um espelho em cima da Terra, então o raio consegue entrar, mas não consegue sair. O problema é a intensidade com que isso ocorre, por causa, principalmente, da queima de combustíveis fósseis derivados de petróleo e queimadas de florestas”, explica o biólogo Luiz Montelli. Portanto a temperatura se eleva além do necessário.

 

Para que o futuro apocalíptico previsto pelo Relatório do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas (IPCC) da ONU, divulgado em Paris no dia 2 de fevereiro, não aconteça, os cientistas afirmam que as emissões dos gases causadores do Efeito Estufa devem ser reduzidos entre 60% e 80% até metade deste século.

 

O Comerciante Carlos Roberto, 43, acredita que seja difícil a humanidade reverter o processo de poluição. “Atualmente ninguém olha para o próximo, cada um olha para si mesmo. A única ajuda que pode vir é da televisão. Na hora de votar, os políticos não têm o horário deles? Então vamos colocar só um horário pra ver o que está acontecendo no país”, comenta.

A professora Maria de Fátima, 46, crê que a população necessita ser conscientizada. “As pessoas não foram acostumadas a refletir e agir, a exercer a cidadania. Só em bairros de classe média alta, casas recentemente construídas, é que têm painéis que captam energia solar para evitar o alto consumo de eletricidade. Teria como baratear isto, se fosse visto pêlos governantes como algo essencial à sobrevivência da espécie humana”, concluí.

 

Se sabemos o que é o Efeito Estufa e quais são os mecanismos que agravam seu processo, por que se torna tão difícil acabar com a intensidade do fenômeno? 

Justamente porque as bases da sociedade moderna se desenvolveram sobre a exploração dos combustíveis fósseis e dos desmatamenteos florestais. Esses mesmos combustíveis ainda são muito importantes para as industrias e no afã de querer sempre à frente da corrida, os países estão demorando na aplicação de novas pesquisas de fontes de energia sustentáveis à nossa casa Terra.

 

 



- Postado por: lilian.milena às 22h30
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